HISTÓRIA

Antes das vinhas, a terra de xisto. Ali chegado em 1927, Manoel Moreira Barros, o grande empresário que fundou o grupo de vinhos Porto Barros, domou o solo selvagem: pedra a pedra, os seus homens do Douro empilharam o xisto arrancado à terra em monte ordeiro a meia encosta, conquistando área arável para receber as videiras. 

Como se conta no Douro, e bem, da rudeza do meio nasce a intensidade dos vinhos. A pirâmide de xisto da Quinta Dona Matilde, hoje caiada de branco e logotipo da marca, é disso símbolo e compromisso. O projeto Quinta Dona Matilde nasceu em 2007, mas tem nele o terroir de sempre e o saber de gerações.

Dona Matilde está entre as mais antigas e famosas propriedades da região do Douro. Localizada junto à belíssima estrada entre a Régua e o Pinhão, com ampla frente de rio, a quinta está assinalada nos lendários mapas oitocentistas do Barão de Forrester.

QUATRO GERAÇÕES COMPROMETIDAS

A Quinta Dona Matilde chegou à família Barros pelas mãos de Manoel Moreira de Barros, em 1927. A compra da quinta aconteceu num período de grande desenvolvimento do negócio dos vinhos da família, tendo a propriedade beneficiado de avultados melhoramentos: para além da plantação de novas vinhas, foi reconstruída a casa e foram criados amplos jardins. Em homenagem à sua mulher, Manoel de Barros mudou o nome da quinta, então chamada de Enxodreiro, para Dona Matilde.
Em 2006, a família Barros vendeu o grupo Porto Barros e, com ele, a quinta Dona Matilde. Nos meses seguintes, sem o Douro e sem a vindima, o neto do fundador, Manuel Ângelo Barros, sentiu que 30 anos de trabalho na região deixam raízes e procurou vinhas no Douro para comprar. Quis o acaso – e a intuição da mulher de Manuel Ângelo – que a Quinta Dona Matilde acabasse por regressar às mãos da família, no final de 2006.

Expressão do terroir e do saber de gerações, o novo projeto Dona Matilde aposta na produção e comercialização de vinhos DOC Douro e Vinho do Porto de qualidade superior.